Liana Cirne sugere equipes multiprofissionais para situações de crise psicológica

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, uma pessoa tira a própria vida a cada 40 segundos no mundo, sendo o suicídio a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde registra, em média, mais de 14 mil mortes por suicídio por ano, o que corresponde a cerca de 38 casos por dia. Os números preocupantes embasam a justificativa do projeto de lei nº 430/2025, que busca instituir a “Patrulha da Saúde Mental” no município. De autoria da vereadora Liana Cirne (PT), a proposta já está em tramitação na Câmara do Recife.

No Recife, levantamentos locais e relatos das equipes de saúde mental apontam crescimento expressivo de ocorrências envolvendo tentativas de suicídio e automutilação, sobretudo entre adolescentes e jovens adultos. Esses números revelam a necessidade urgente de políticas públicas específicas e inovadoras para a prevenção e o atendimento rápido e humanizado”, pontua a vereadora.

A Patrulha da Saúde Mental deverá ser composta por equipes multiprofissionais, integradas por psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros com especialização em saúde mental e guardas municipais capacitados em mediação e atendimento de crise. O atendimento móvel será feito através de veículos próprios, equipados para acolhimento emergencial.

Caberá à Patrulha realizar o atendimento emergencial de pessoas em situação de sofrimento psíquico agudo, risco de automutilação ou tentativa de suicídio; promover ações preventivas e educativas sobre saúde mental, em articulação com escolas, unidades de saúde e comunidades; ter articulação com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), órgãos de segurança pública e entidades da sociedade civil para o encaminhamento adequado dos casos atendidos; além de oferecer suporte às famílias.

Liana Cirne destaca também que a proposta supre uma lacuna existente entre o atendimento clínico convencional e a necessidade de respostas emergenciais em situações de crise psicológica. Ela ressalta ainda que, muitas vezes, famílias e pessoas em sofrimento não encontram canais de acolhimento imediato, o que pode resultar em desfechos trágicos. “Trata-se, portanto, de uma política pública inovadora, humanizada e de alto impacto social, capaz de salvar vidas, reduzir o estigma em torno dos transtornos mentais e promover o cuidado integral da população recifense”.

Em 22.01.2026