Reconhecimento para profissionais da educação infantil é defendido na Câmara
Alef Colins disse que, ao contrário do governo municipal, o governo estadual não estaria atendendo as necessidades dos estudantes e teceu elogios ao vereador Carlos Muniz que propôs a matéria. “Fica aqui o nosso repúdio ao que está acontecendo por parte do Estado de Pernambuco que não valoriza os nossos alunos. Quando eu vejo um requerimento desse pedindo para que sejam atualizadas novas leis federais, eu não poderia deixar de subir aqui, hoje, indignado para poder falar que a diretora da escola da esfera estadual mandou um aluno, chamado Caio, neuro atípico, voltar para casa porque a sala está sendo reformada", disse. "E ela [a diretora] nem sabia onde era o espaço que estava passando por obras”, completou Alef Collins.
Ao discutir o requerimento, a vereadora Ana Lúcia destacou a importância da atualização na legislação municipal, nos termos da Lei Federal nº 15.326, de 6 de janeiro de 2026, para os profissionais da educação infantil. “A gente avançou muito no que a gente fala da educação. Apesar de o cargo ser novo, ele existe há muitos anos. São os auxiliares que estão dentro da sala de aula, junto a nós professores, dando apoio”, disse, referindo-se aos auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs)
“Quando esses profissionais passam a ter esse reconhecimento de profissionais da educação, eles não se tornam professores. Eles continuam sendo ADIs, o que vai mudar é a nomenclatura. O que hoje dá o direito a esse reconhecimento pedagógico, é o fazer pedagógico, é a prática diária, porque eles estão inseridos em toda a rotina desses estudantes. O reconhecimento para os ADIs está dentro da educação infantil, porém, será necessário também a formação específica na área da Educação, coisa que a grande maioria já tem”, detalhou Ana Lúcia.
Em aparte, o vereador Carlos Muniz reiterou o requerimento de sua autoria. "Essa construção não é de agora. Quando eu era secretário executivo de Educação, construí junto com os ADIs o Plano de Cargos e Salários, bem como o reconhecimento pedagógico. Essa Casa não tem competência de fazer essa lei, por isso pedi por requerimento, para que a gente tivesse uma condição de atender às especificidades dessas crianças e, assim, poder direcionar o crescimento delas de forma decente”.
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Em 10.02.2026