47 anos da Adufepe são celebrados em reunião solene
A Adufepe representa os professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com a participação de debates sobre educação superior, políticas públicas, financiamento da ciência e tecnologia, e também atua na defesa dos direitos dos docentes e na autonomia universitária.
Ao fazer seu pronunciamento, a vereadora Liana Cirne salientou que subia à tribuna com o peso da história de 47 anos da instituição com o coração cheio de memória de luta e pertencimento. “Falar da Adufepe não é falar de uma entidade qualquer. É falar de coragem e de um tempo em que se organizar era um risco. Em que pensar diferente era perigoso e levantar a voz poderia custar a liberdade. Mesmo assim, professoras e professoras da UFPE decidiram não se calar. Ela nasce com um gesto de resistência e de coletivo que dizia: não aceitaremos o silêncio. E a história começou quando mulheres e homens deram um primeiro passo”.
A parlamentar citou o Movimento Escola Sem Partido que, segundo ela, agrediu a classe dos professores e professoras. "“Vejam o Escola sem Partido o quanto nos agrediu, perseguiu e ainda persegue. O quanto precisamos lidar com a ideologia da extrema direta que coloca as professoras e professores como inimigos. Mesmo assim, seguimos pesquisando, fazendo extensão universitária, formando gerações e lutando. Essa luta não é individual. É coletiva e tem nome e história: se chama Adufepe.”, destacou e enalteceu o reconhecimento da Câmara Municipal do Recife à instituição. “ Essa homenagem que fazemos hoje não é um protocolo, é um posicionamento e essa Câmara vem dizendo que reconhece o papel da universidade pública, da luta sindical e que não existe democracia sem organização popular”, finalizou.
Ricardo Oliveira, presidente da Adufepe, disse que era valoroso poder receber o reconhecimento na Câmara Municipal do Recife. “É uma honra para todos nós que constituímos a Associação. Um reconhecimento aos 47 anos de luta constante em defesa dos direitos dos professores da Universidade e, também, dos trabalhadores como um todo. Então, esse reconhecimento por parte da Câmara é muito gratificante e estimulador”.
O presidente da Adufepe salientou as lutas que a entidade vem enfrentando, a exemplo do Congresso Nacional que aprovou, em dezembro de 2025, por meio de um Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2026, um corte de R$ 488 milhões de reais no orçamento destinado às 69 universidades federais brasileiras. “Nos últimos anos, nós temos trabalhado incessantemente pela recomposição do orçamento da universidade e a recomposição do salário dos professores. Fomos muito atacados nos últimos dez anos e sofremos muito com uma política de não reajuste. Então, a nossa frente de trabalho hoje essencial é a recomposição dos recursos destinados à universidade, à pesquisa e a recomposição dos nossos salários”, enfatizou.
Os desafios enfrentados pela instituição nos últimos 47 foram muitos, mas Ricardo Oliveira contou que os servidores têm conseguido superar barreiras e avançar nas metas para valorização profissional. “A história de luta da Adufepe vem desde o momento em que os servidores não podiam se reunir em sindicatos. Por isso que tem esse nome [Adufepe]. A partir de então, nós começamos a lutar primeiro para a organização do ponto de vista sindical e, depois, a questão das condições do trabalho, manutenção dos recursos, salário e recursos para a universidade”, explicou.
A mesa de honra da solenidade foi composta pelos ex-presidentes da Adufepe Teresa Lopes e André Furtado; o diretor da Adufepe; Audisio Costa; o chefe de gabinete da reitoria da UFPE, Fernando Nascimento; e o professor da UFPE, José Luiz.
Clique aqui e assista a reportagem do TV Câmara do Recife.
Clique aqui e assista a reunião solene em homenagem aos 47 anos da Adufepe.
Em 26.03.2026