Câmara aprova moção de repúdio a ex-piloto

A Câmara Municipal do Recife aprovou moção de repúdio ao ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso pelo homicídio doloso do jovem de 16 anos, Rodrigo Castanheira, no dia 23 de janeiro de 2026, em Vicente Pires, no Distrito Federal. A decisão foi tomada na reunião plenária realizada pela Câmara Municipal do Recife desta terça-feira (3), depois de um debate com os parlamentares, gerado pelo requerimento número 1016/2026, de autoria do vereador Paulo Muniz (PL).

Paulo Muniz deu início aos debates lembrando que o garoto foi agredido e morreu depois de ter ficado em coma por diversos dias. “Ontem, a família do garoto, assim como o delegado [que acompanha o caso] levantam possibilidade de o agressor ter usado soco inglês”. Ainda segundo o vereador, o motivo do crime não teria sido o que foi divulgado, mas que o assassinato foi incentivado pela namorada. “Foi um atentado armado por mais de 15 dias. O único motivo foi porque o garoto estava conversando com a menina que o assassino paquerava”.

O vereador também questionou o fato de a juíza, que julgou o caso, ter liberado o assassino após ele ter pago uma fiança de R$ 20 mil. “Ele foi liberado no outro dia”, lamentou, lembrando que posteriormente ficou comprovado que o ex-piloto já teria cometido diversos outros crimes. “O Ministério Público deu em cima da liberação do assassino, que voltou para a prisão. Até a defesa dele o abandonou”.

O vereador Alef Collins (PP) disse considerar ser uma tragédia o que ocorreu e que a justiça, segundo ele, muitas vezes se mostra falha, mas que naquela situação ocorrida no dia 23 de janeiro desse ano, a justiça mostrou que tarda, mas não falha.

“A princípio, tudo parecia que ia dar errado. Parecia que ia ser mais um caso em que um jovem comete uma situação e sai impune. Mas, o que a gente vê agora, é que realmente esse jovem ceifou de forma bastante precoce a vida de outro jovem. E como foi dito aqui pelo vereador Paulo Muniz, por conta de uma discussão em que a princípio a justiça falava  que era por causa de um chiclete", lamentou o parlamentar ao dizer que as investigações mostraram outra motivação para o crime. "Foi mais uma situação em que ficou entendido que uma mulher foi taxada como objeto", lamentou.

Clique aqui e assista ao pronunciamento do vereador Paulo Muniz.

Clique aqui e assista ao pronunciamento do vereador Alef Collins.

Em 03.03.2026