Câmara aprova voto de aplauso e moção de apoio apresentados por Cida Pedrosa

Dois requerimentos apresentados pela vereadora Cida Pedrosa (PCdoB) foram tema de debate nesta terça-feira, durante a reunião plenária da Câmara do Recife. Aprovados pelo plenário, os requerimentos nº 838/2026 e nº 839/2026 foram discutidos pela autora das matérias e pelo vereador Eduardo Moura (Novo). Os textos tratam, respectivamente, de um voto de aplauso ao arquiteto Zé Vágner pela conquista do prêmio “ArchDaily Building of the Year Awards 2026” e de uma moção de apoio a um projeto de lei federal da senadora Ana Paula Lobato (PSB/MA) que busca incluir os crimes praticados em razão de misoginia no rol dos crimes resultantes de preconceito.

Ao tratar do requerimento nº 838/2026, Cida Pedrosa teceu elogios ao pernambucano Zé Vágner, do Studio Zé, que venceu o prêmio da plataforma ArchDaily na categoria “Houses/Casas” com o projeto “Casa de Mainha”. Na tribuna, ela parabenizou o arquiteto pelo uso de elementos tradicionais da arquitetura sertaneja – com a qual ela disse ter uma relação de infância – e pelas escolhas ambientalmente sustentáveis utilizadas na reforma da casa de sua mãe.

“A gente está falando de inovação tecnológica, de sustentabilidade e de afeto. Acho que é essa tríade que povoa o projeto Casa de Mainha, do nosso Zé Vágner, lá de Feira Nova. Porque quando [no projeto dele] permanecem as paredes de adobe, permanece com uma estrutura cultural de um determinado lugar, uma estrutura cultural sustentável e fresca”.

Em aparte, a vereadora Ana Lúcia (Republicanos) também comentou a vitória da ‘Casa de Mainha’. “Embora esteja já graduado, em posse de um diploma, ele faz uma experiência com a sua própria formação dentro da casa, no espaço familiar dele, abrilhantando e preservando as origens com materiais de barro”.

Ao defender a aprovação do requerimento nº 839/2026 Cida Pedrosa pediu a urgência do projeto que quer alterar a lei federal nº 7.716/1989 para acrescentar na lista dos crimes resultantes de preconceito aqueles praticados em razão de misoginia – isto é, do ódio às mulheres. No discurso, ela tratou ainda da necessidade de regulamentação das redes sociais – onde crimes e discursos relacionados à misoginia têm crescido, principalmente entre os jovens, por darem retorno financeiro às plataformas. A parlamentar falou, também, sobre a relação dos crimes contra as mulheres com a estrutura social conhecida como patriarcado.

“Misoginia não é grosseria. É ódio às mulheres. É entender, de forma patriarcal, que o corpo das mulheres têm dono; que nós não devemos ter espaço de poder; que nós não devemos estar no espaço público. Então, ódio às mulheres tem que ser criminalizado. Por isso, nosso apoio total ao projeto de lei da senadora Ana Paula Lobato”.

O vereador Eduardo Moura (Novo) participou do debate. Ele começou discutindo o requerimento 838/2026, que concede voto de aplausos e congratulações ao arquiteto e urbanista pernambucano Zé Vágner. O parlamentar disse que reconhece a importância profissional do arquiteto, mas que ainda assim votaria contra, uma vez que o homenageado não é recifense, mas do município de Feira Nova, localizado no Agreste do Estado. “Por coerência do meu mandato, sempre voto contrário, pois o homenageado não é do Recife e nem a casa premiada é no Recife”.

Quando ao requerimento 839/2026, o vereador disse que é favorável “que toda violência seja punida, não só a violência contra a mulher”. Sobre o projeto de lei 896/2023, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB/MA), que faz parte do requerimento de Cida Pedrosa, questionou por que a vereadora “tem poucos projetos de sua autoria em favor da causa da mulher”. Em aparte, a vereadora Cida Pedrosa lembrou que é autora do Protocolo Violeta, que protege as mulheres em espaços públicos. E também apresentou anteprojeto para melhorar a proteção da mulher em estádios de futebol.

Clique aqui e assista ao pronunciamento da vereadora Cida Pedrosa e aparte.

Clique aqui e assista ao pronunciamento do vereador Eduardo Moura e aparte.

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Em 10.03.2026