Dia da Mulher na Câmara é marcado com palestra e cuidados

Uma manhã dedicada ao autocuidado e ao compartilhamento de informações sobre os tipos de violência contra a mulher e a importância de denunciar. Foi assim o "Dia da Mulher na Câmara", uma iniciativa da Escola do Legislativo do Recife destinada às servidoras da Câmara Municipal realizada na manhã desta quarta-feira (11), no plenarinho da Casa.

No primeiro momento do “Dia da Mulher na Câmara”, foram apresentadas dicas práticas de maquiagem e autocuidado com a maquiadora e empresária Aline Melo. Depois, o público presente recebeu orientações sobre imagem pessoal com a consultora estrategista de imagem Érika Albuquerque.

Em seguida, foi a vez da palestra “Reflexões sobre violência contra a mulher: feminicídio e direitos” proferida pela advogada e professora Rogéria Gladys. Ela enfatizou que a violência não é igual para toda mulher, tem recortes de raça e classe social. “A violência é estrutural e cultural, mas nós não podemos esquecer dos marcadores sociais ou interseccionalidade. E aí eu estou falando da raça, da classe e do gênero. No marcador social da raça, o percentual maior é de mulheres negras”.

A advogada salientou que além das violências que estão expressamente descritas na Lei Maria da Penha, como a violência moral, psicológica, sexual e patrimonial, há as violências vicária e virtual. “As últimas notícias do país dão conta desses dois tipos de violências [vicária e virtual]”, explicou. “Na violência vicária, o agressor atinge a ex-companheira, através dos filhos ou dos parentes. Quando ele mata os filhos, por exemplo”.

Sobre a violência virtual, ela falou que esse é um novo e crescente movimento na Internet. “Nós temos o dever de combater o crescimento do movimento chamado Red Pill entre jovens e adolescentes. Tal movimento divulga a misoginia, que é o ódio à mulher. Na verdade, esses jovens dizem que nós estamos empoderadas demais e que a culpa é do feminismo”.

Rogéria Gladys também fez questão de pontuar que o Recife possui mecanismos de ajuda às mulheres. “Temos a Deam, a Delegacia Especializada em Violência Contra a Mulher. Temos o Centro de Referência Clarice Lispector, que acolhe e orienta mulheres em situação de violência doméstica e/ou sexista. O importante é não ficar calada, é procurar essa rede de apoio”.

Caso de violências contra a mulher podem ser denunciados por telefone à Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180. O serviço é público, gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias, inclusive aos finais de semana e feriados.

Clique aqui e assista a reportagem do TV Câmara do Recife.

Em 11.03.2026