Reunião pública discute a Jornada Intercontinental pelo Direito de Migrar
Fizeram parte da mesa Clóvis Ismael, da Aliança Palestina; a presidente do Centro de Articulação e Assessoria de Trabalho com Mulheres do Araripe (Caatma), Marizinha; o professor Humberto Miranda, da Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Aduferpe); o reverendo anglicano Jardson Gregório, reitor da Universidade Popular do Nordeste (UNIPOPNE) e o ex-deputado federal Fernando Ferro.
A vereadora Kari Santos destacou a importância do tema ser debatido, sobretudo no Recife, pois "não existe fronteira entre a classe trabalhadora". Ela se posicionou contra o que chamou de "imperialismo norte-americano". "A nossa discussão é internacional para entender que, o que acontece no mundo, afeta o nosso país. A política externa, a globalização que vai influenciar no processo eleitoral, vai decidir as nossas vidas e afetar a vida do povo do Recife", comentou.
Representando a Aliança Palestina, Clóvis Ismael lembrou que o ataque ao povo palestino não é de hoje. "Esse processo começa em 47/48. Em 2026, a gente está vendo uma outra postura, inclusive da própria mídia. Hoje, vivemos um momento onde o imperialismo coloca as suas garras no mundo de uma maneira violenta, como sempre fez, como sempre foi", disse. "Essa questão do direito à imigração é muito rica. É um momento importante para a gente refletir. Precisamos estar juntos, estar de olho, porque o imperialismo é o que estamos vivendo hoje, o recrudescimento violento, essa tentativa de destruir, de fato, o país", afirmou.
Por sua vez, Humberto Miranda, da Aduferpe, que pesquisou a história das migrações no Brasil e no Recife, explicou que a capital pernambucana está num local geograficamente estratégico para o recebimento de migrantes. "A gente sai de um debate macropolítico para dizer como está o cenário das migrações no Recife. Eu divido a experiência de construir um plano de políticas públicas para pessoas em situação de refúgio e migração", disse. "O Recife é uma das cidades do Brasil que mais acolhe pessoas em situação de migração, e isso não é uma questão só contemporânea. São várias correntes migratórias aqui que foram produzidas a partir de diferentes objetivos, seja pelo próprio projeto colonial, questões de guerra, perseguição política e interesses econômicos. Hoje, diante desse processo histórico, a cidade é considerada uma das capitais mais consulares do Brasil. Ou seja, é uma das cidades que mais tem consulado e, devido à geografia, portos e aeroportos, passa a receber mais migrantes", ressaltou.
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Clique e assista a reunião pública com o tema Jornada Intercontinental pelo Direito de Migrar.
Em 09.03.2026.