Gastos com obras na Orla de Boa Viagem são criticados pela oposição
O parlamentar também citou duas novas licitações abertas recentemente: uma de R$ 11 milhões para requalificação dos jardins e outra de R$ 8 milhões para intervenções em frente à Pracinha de Boa Viagem. “Somando tudo, já são mais de R$ 230 milhões do dinheiro do cidadão para a Orla de Boa Viagem”, declarou.
Segundo Eduardo Moura, documentos da Prefeitura apontam para uma concessão de 25 anos para exploração econômica da orla, de Brasília Teimosa até o fim de Boa Viagem. “A Prefeitura faz a obra com dinheiro público e depois a empresa vai explorar publicidade, quiosques, eventos, ativações de marca e até colocar nomes em patrimônios públicos”, criticou.
Ele também afirmou que o Réveillon pode deixar de ser gratuito para a população e alertou para uma possível concentração econômica envolvendo empresas que já possuem concessões de parques e realizam eventos na cidade. “A empresa vai pagar cerca de R$ 20 mil por mês para a Prefeitura, enquanto já foram gastos mais de R$ 230 milhões na obra”. O vereador ainda denunciou problemas ambientais, derrubada de árvores e falhas estruturais na área já reformada. Segundo ele, o esgoto estaria retornando nos banheiros da orla.
Durante aparte, o vereador Felipe Alecrim também criticou a obra e citou apontamentos do Tribunal de Contas sobre possíveis irregularidades e indícios de superfaturamento. Segundo ele, a Prefeitura pretendia pagar R$ 15.920 por jardineiras com preço médio de referência de R$ 4.316; R$ 5.119 por lixeiras avaliadas em R$ 2.652; R$ 2.886 por bicicletários com preço médio de R$ 790; e R$ 105.284 por abrigos de ônibus cujo valor de referência seria R$ 37.750. “Estamos falando de um possível superfaturamento de mais de R$ 6 milhões em uma obra que já acumula diversos aditivos de prazo e custo”, afirmou.
Clique aqui e assista ao pronunciamento do vereador Eduardo Moura e aparte.
Em 26.05.2026.