Vereadores debatem sobre operação de crédito do BID
Primeiro a ocupar a tribuna, o vereador Eduardo Moura disse ter solicitado que o departamento jurídico do seu gabinete prepare um parecer sobre o empréstimo do BID. “Aconteceu na gestão passada, em 2023, um empréstimo do BID que foi de R$ 9,9 bilhões e a Prefeitura só executou 0,3% desse dinheiro em obras de contenção de encostas”. Ele lamentou os problemas ocorridos por conta das fortes chuvas que caíram sobre o Recife na semana passada.
“Nós vamos responsabilizar o munícipio do Recife pela negligência e pelas mortes. Só que existe uma responsabilidade solidária e enquanto munícipes, nós vamos entrar com uma ação pública para que o município, se condenado, seja restituído pelo gestor”, disse. Ele afirmou ainda que vai protocolar um pedido de informação junto à Prefeitura, bem como acionar o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Tribunal de Contas do Estado.
Em resposta, o vice-líder do governo, vereador Rinaldo Júnior afirmou que Eduardo Moura, em seu discurso “trouxe uma inverdade para a população, que nada contribui com o debate”. Ele lembrou que a Prefeitura do Recife captou junto ao Bid, com autorização da Câmara Municipal, cerca de R$ 2 bilhões, que “foi o maior empréstimo já adquirido por uma gestão” e "não R$ 9 bilhões como disse o vereador do Novo”.
O dinheiro, de acordo com Rinaldo Junior, foi dirigido ao Promorar, que tem a Autarquia de Urbanização do Recife (URB) como empresa executora dos projetos estruturadores. “Dos R$ 2 bilhões, foram executados R$ 525 milhões. É importante ter responsabilidade na tribuna, são números que impactam a vida do cidadão”.
Sobre empresas terceirizadas - Em seu pronunciamento, o vereador Rinaldo Junior também anunciou que vai denunciar, junto à Procuradoria-Geral do Município (PGM), três empresas prestadoras de serviço à Prefeitura do Recife. São elas: a Argus Serviços, D1 Vigilância e Toppus (serviços terceirizados). “Vou oficiar a procuradoria para que essas empresas cumpram a lei 18.626/2019, que protege os trabalhadores terceirizados. Essa lei diz que as empresas contratadas para oferecer mão de obra terceirizada sejam obrigadas a pagar e a comprovar o pagamento das obrigações e os salários dos trabalhadores, sob pena de terem seus contratos rescindidos”, afirmou. Ele explicou que a lei 18.626/2019, que é de sua autoria, modificou a lei de licitação de contratos públicos.
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Em 05.05.2026.