Comissão da Mulher faz balanço das atividades e convida pra vigília contra o feminicídio

Na última reunião do semestre, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher promoveu o balanço das atividades do colegiado, com a presença da presidente Cida Pedrosa (PCdoB) e da vereadora Kari Santos (PT). O encontro na tarde desta terça-feira (30) pontuou as atividades realizadas, entre elas as vigílias pelo fim do feminicídio. A partir das 18h de hoje, a Comissão promove a 4ª edição do evento, na Estação Central do Metrô, no centro do Recife. Além do balanço, a Comissão fez também a apreciação e aprovação de 20 projetos de lei Ordinária, bem como a distribuição de outras oito proposições.

A presidente Cida Pedrosa disse que o colegiado emitiu pareceres a 56 projetos e destacou a importância do colegiado para a criação de políticas de proteção às mulheres. “A gente precisa dizer também que esta Comissão está aberta para qualquer mulher e movimento social que queira utilizar-se desse espaço para denúncias, apresentação de projetos e chegar nesta Câmara. Nós acreditamos na luta das mulheres e também acreditamos que existem homens que são nossos parceiros para construir essa luta", enfatizou. 

Cida Pedrosa lembrou ainda que já foram realizadas três edições da vigília contra o feminicídio. “A gente tem juntado mulheres, falado para outras mulheres. Temos distribuído material de onde denunciar, temos cobrado insistentemente a abertura de novas delegacias, o plantão permanente nas delegacias das mulheres, a revitalização das casas abrigo das mulheres", disse. 

Sobre a vigília, a vereadora Kari Santos pontuou ser um assunto importante que a Comissão vem abordando, mas que falta apoio do Governo do Estado. "Infelizmente, o Estado de Pernambuco é o estado do Nordeste que mais mata mulheres, e que hoje temos representado no Governo de Pernambuco, duas mulheres que não têm uma política pública efetiva de proteção para salvar a vida das mulheres da nossa cidade e do nosso Estado. Esta Comissão transforma o luto, a dor, em luta, e vamos continuar denunciando as atrocidades, a negação". 

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Em 30.06.2026.