Banda de Pau e Corda pode ser considerada Patrimônio Cultural Imaterial do Recife

Com mais de cinco décadas de trajetória e considerada uma expressão viva da identidade cultural recifense, a Banda de Pau e Corda pode ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Recife. A proposta faz parte do Projeto de Lei n° 261/2026 em tramitação na Câmara Municipal, de autoria da vereadora Cida Pedrosa, e destaca a contribuição do grupo para a música pernambucana, a preservação da memória cultural da cidade e a valorização das tradições populares nordestinas.

Fundada no Recife em 1972, sob a liderança do compositor e estudioso da Cultura Popular Roberto Andrade, a "Banda de Pau e Corda" nasceu da união dos irmãos Roberto, Waltinho e Sérgio Andrade, com o apoio dos pais e em diálogo com um ambiente familiar profundamente ligado à arte, à comunicação e à poesia. Logo, o grupo se consolidou com uma instrumentação marcada por flauta, pífano, contrabaixo acústico, atabaques, violão, viola de 10 cordas e percussão. O nome "Banda de Pau e Corda" surgiu por sugestão de Toinho Alves, Músico do Quinteto Violado.

A Banda de Pau e Corda construiu uma trajetória marcada pela mistura de ritmos como frevo, baião, maracatu, ciranda e xote, tornando-se uma referência da nossa cultura dentro e fora do Brasil. A autora ressalta que o reconhecimento é uma forma de preservar um importante legado cultural para as próximas gerações. "Declarar Patrimônio Cultural Imaterial do Recife a Banda de Pau e Corda é reconhecer uma obra que atravessa gerações e que contribuiu decisivamente para projetar a Cultura Pernambucana no Brasil e no mundo", afirma. A parlamentar também destaca que "a memória cultural do Recife não está apenas em seus monumentos físicos, mas também em suas vozes, sons, instrumentos, ritmos, palcos, carnavais, festas populares, discos, espetáculos e formas de criação coletiva".

O texto lembra ainda que a Banda de Pau e Corda ajudou a ampliar a presença da cultura popular recifense, participando ativamente de festas como o Carnaval e o São João, além de representar a música brasileira em eventos internacionais. Para Cida Pedrosa, o grupo merece esse reconhecimento porque "ajudou o Recife a cantar a si mesmo", mantendo viva, ao longo de mais de cinco décadas, uma linguagem musical que valoriza as raízes culturais pernambucanas e fortalece a identidade do povo nordestino.

O projeto ainda será analisado pelas Comissões de Educação e de Legislação e Justiça antes de ser colocado em votação no plenário.

Em 07.07.2026