Vereadores repercutem dados de violência contra a mulher
Na tribuna, a vereadora Ana Lúcia criticou a falta de políticas públicas efetivas do Governo de Pernambuco no que se refere à violência contra a mulher. "Temos duas governadoras, mas elas não conseguiram diminuir os índices perversos e cruéis contra a mulher. E não sou eu quem estou dizendo. Os noticiários e as estatísticas mostram que as mulheres de Pernambuco continuam morrendo", disse, acrescentando que as delegacias especializadas da mulher, que deveriam estar funcionando 24 horas, "não funcionam na madrugada". A mulher, segundo ela, "não tem para onde ir, está sozinha, largada à própria sorte".
De acordo com a parlamentar, mais de 36 mil mulheres sofreram violência doméstica no primeiro semestre, a partir de dados da Secretaria de Defesa Social. "O levantamento aponta um aumento de 9,3% nas ocorrências em relação ao mesmo período de 2025. Em média, oito mulheres são vítimas de violência por hora aqui em Pernambuco. Não é fácil ser mulher, sair na rua e estar dentro das nossas próprias casas", lamentou. "Os números mostram, fora os casos subnotificados, que, em média, 6.017 mulheres foram vítimas de algum tipo de violência por mês, o que equivale a 1.389 por semana e cerca de 200 por dia. Sabem o que é isso?", questionou. Ana Lúcia também citou casos específicos de mulheres que foram vítimas de feminicídio em Pernambuco.
Em aparte, o vereador Rinaldo Junior comparou as políticas públicas implementadas pelo Estado e pelo Município com o objetivo de reduzir a violência contra a mulher. "Das 15 delegacias da Mulher que estão abertas, apenas sete são 24 horas, e algumas não funcionam. Um dado antagônico a isso é, a política adotada pela Prefeitura do Recife, através do Centro Clarice Lispector, funciona 24 horas. Sabe quantas mulheres foram atendidas e voltaram a sofrer violência? Zero", pontuou.
Clique e assista ao pronunciamento da vereadora Ana Lúcia com aparte.
Em 04.08.2026.