Luiz Eustáquio questiona ação da Vigilância no Ceasa

Embora seja favorável à fiscalização de alimentos perecíveis, o vereador Luiz Eustáquio (PT) denunciou o que ele considera ação truculenta e que submeteu comerciantes do Ceasa a constrangimentos e perdas de alimentos durante ação da Vigilância Sanitária. Segundo ele, a operação foi marcada com a imprensa que acompanhou tudo e jogou fora toneladas de ovos sem antes analisar se estavam bons ou impróprios ao consumo humano. “A lei 1.283/1950 diz claramente que alimentos que estiverem como impróprios ao consumo humano devem ser direcionados à ração de animais. A ação da Vigilância se deu sem antes haver uma visita de orientação aos comerciantes, como sempre acontece”.

Eustáquio lembrou na tarde desta segunda-feira 3, na Câmara do Recife, que ele próprio tem uma lei sobre fiscalização de alimentos. O vereador disse ainda que os comerciantes reclamaram da forma como foi feita a fiscalização, sem prévia orientação, sem verificar antes se os produtos estavam ou não estragados, com prazo vencido. “A Vigilância Sanitária agiu sem tato destruindo mais de 600 mil ovos. Já elogiei o trabalho da Vigilância em outras oportunidades, mas desta vez passaram do limite da lei. Houve abuso de poder dos órgãos públicos”.

O presidente da Câmara, vereador Vicente André Gomes (PSB) disse que assistiu pela televisão a ficou horrorizado com a forma de atuação da Vigilância. “Jogaram fora milhares de ovos sem sequer analisar se estavam contaminados. Não houve orientação e análise dos alimentos destruídos. Eles poderiam ter sido doados a instituições carentes. Não acredito que o secretário de Saúde tenha compartilhado com isso. Sabemos que alimentos do Ceasa têm alta rotatividade e por isso mais difícil de serem contaminados”.

Edmar de Oliveira (SDD) acha que a ação foi premeditada. Considerou uma afronta não apenas aos comerciantes, mas à humanidade que passa fome. Segundo ele, a Vigilância fez a ação para aparecer na mídia. “A Casa deve tomar uma atitude, constituir uma comissão para ir visitar os comerciantes e realizar audiência pública. Foi um absurdo que contrariou a lei e prejudicou pessoas. Foi uma covardia”.

 

Em 3/10/2014 às 17h11