Vereador lembra centenário de Maria Bonita
O parlamentar falou um pouco da história de Maria Gomes de Oliveira, popularmente conhecida como Maria Bonita, nascida em 8 de março de 1911, numa pequena fazenda em Malhada da Caiçara, Bahia. “Filha de pais humildes, viveu sua infância no sítio e adulta resolveu aceitar o convite de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, rei do Cangaço, para fazer parte de seu bando”. Para Almir Fernando, o legado vivido pela cangaceira não prestigia ou exclui qualquer pessoa que foi protagonista daquele período da história do sertão. “Porém, é inegável que as ações do bando que percorriam a região, em especial, o liderado por Lampião, influenciaram as manifestações culturais como a dança, a música, o cinema, a poesia regional e a culinária, que são vivenciadas até os dias atuais nos festejos populares de Serra Talhada, cidades de Pernambuco, estados do Nordeste e do Brasil”.
Almir Fernando ressaltou ainda a coragem e a resistência de Maria Bonita ao enfrentar desafios e dificuldades durante os oito anos da vida no cangaço. “Ela rompeu todas as barreiras de preconceito da época, se tornou uma das personalidades mais importantes e entrou para a história do País. Foi responsável por introduzir vários costumes femininos no cotidiano do movimento, já que a participação de mulheres no cangaço era proibida até a chegada do grupo”.
Em 21.03.2011, às 16h05.