Diante da necessidade de se manter viva a memória de um dos períodos mais sombrios da história recente brasileira, que foi o golpe civil-militar de 1964, e da importância de se discutir as consequências da ditatura que durou 21 anos, a Câmara Municipal do Recife realizou reunião pública com o tema “Democracia- 62 anos do golpe militar”, na noite desta quarta-feira (1). O evento, que se propôs a uma ampla reflexão de um período de grande repressão e suspensão do estado democrático de direito, reuniu políticos, estudantes, representantes de movimentos sociais, e foi promovido pelo mandato da vereadora Cida Pedrosa (PCdoB). Dez Instituições que trabalham com memória e verdade foram homenageadas.
Reunidos por videoconferência na tarde desta quarta-feira (1º), os vereadores membros da Comissão de Redação da Câmara do Recife votaram favoravelmente ao projeto de lei do Executivo (PLE) nº 3/2026, que trata da remuneração dos servidores e empregados públicos da Administração Direta e Indireta do município. A matéria foi relatada pelo presidente do grupo, vereador Fred Ferreira (PL), que emitiu um parecer positivo ao projeto – os vereadores Felipe Francismar (PSB) e Wilton Brito (PSB) acompanharam o relatório. O PLE nº 3/2026 foi aprovado em primeira e segunda discussões pelo plenário da Casa na terça-feira (31), com nove das emendas apresentadas pelos parlamentares e duas do Poder Executivo.
"Vigília cívica em memória dos 62 anos do Golpe Militar". Esse foi o tema de uma audiência pública promovida pela vereadora Liana Cirne (PT), na tarde desta terça-feira (31), no Salão Nobre da Câmara do Recife. O encontro, em formato de uma roda de conversa, reuniu ex-presos políticos, entidades estudantis, movimentos sociais e representantes do Conselho de Direitos Humanos da Cidade do Recife, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) e da Prefeitura.
Presidida pela vereadora Ana Lúcia (Republicanos), a Comissão de Educação, Cultura, Turismo e Esportes da Câmara do Recife promoveu uma reunião nesta terça-feira (31) para discutir os pareceres emitidos pelos relatores a 21 propostas que tramitam na Casa. Todos os projetos receberam votações favoráveis do grupo no encontro, que também contou com a participação do vereador Felipe Alecrim (Novo).
Com ampla manifestação de servidores nas galerias do plenário e inúmeros pronunciamentos de parlamentares, a Câmara Municipal do Recife discutiu, votou e aprovou o projeto de Lei do Executivo (PLE) número 3/2026, que trata da remuneração dos servidores e empregados públicos da Administração Direta e Indireta do Município, em duas reuniões – uma ordinária e outra extraordinária – nesta terça-feira (31). O texto aprovado segue para sanção do prefeito João Campos. Durante a votação os vereadores debateram a proposição, num processo em que os parlamentares da base do governo e da oposição, revezaram-se, para defenderem seus pontos de vista.
Durante a reunião plenária da Câmara do Recife desta terça-feira (31), o vereador Thiago Medina (PL) ocupou a tribuna e criticou a rejeição das emendas propostas ao projeto de lei do Executivo de nº 3/2026, que trata sobre a remuneração dos servidores e empregados públicos da Administração Direta e Indireta do Município. "Foram mais de 430 emendas para aumentar o salário de vocês [servidores que ocupavam nas galerias], mas todas as emendas de vereadores da oposição foram rejeitadas”, disse. Ele voltou à tribuna para tecer suas considerações sobre a proposição em outros momentos da plenária.
O vereador Júnior de Cleto (PSB) chamou a atenção, durante a reunião plenária da Câmara do Recife desta terça-feira (31), para os dados alarmantes de feminicídio em Pernambuco. "O Estado carrega, hoje, um título que envergonha qualquer gestor público: é o que registra mais mortes de mulheres no Brasil entre os estados monitorados, segundo dados oficiais da Rede de Observatório de Segurança". Em outro momento da reunião, o parlamentar lembrou que se aproxima o prazo de desincompatibilização eleitoral e o prefeito João Campos deve se afastar das suas funções de gestor.
Durante a reunião plenária da Câmara do Recife desta terça-feira (31), o vereador Agora É Rubem (PSB) se pronunciou sobre o projeto de lei do Executivo nº 3/2026 que dispõe sobre a remuneração dos servidores e empregados públicos da Administração Direta e Indireta do município. No discurso, feito antes de a matéria ir a votação, também nesta terça-feira, o parlamentar pediu mais diálogo com a categoria e a rejeição do projeto. “Senhores vereadores, eu faço um apelo, no dia de hoje, para que esse projeto de lei que veio para esta Casa, do Executivo, possa ser rejeitado e volte para o Executivo. O Executivo precisa escutar os servidores".
O dia 31 de março é historicamente marcado no Brasil pelo início do golpe militar de 1964, e a vereadora Liana Cirne (PT) deu ênfase à data, na reunião plenária da Câmara do Recife, realizada nesta terça-feira (31). “Hoje é dia de dizer a verdade. Há 62 anos, o Brasil não viveu uma revolução. O Brasil sofreu um golpe empresarial militar com apoio das elites e militares para esmagar o povo brasileiro", disse. Liana Cirne ressaltou que é preciso relembrar que "o golpe que arrancou João Goulart da presidência e, também, Miguel Arraes do governo de Pernambuco, iniciou uma perseguição às lideranças populares, destruindo espaços de liberdade. Inclusive, no ambiente universitário". Segundo ela, só na Universidade Federal de Pernambuco foram mais de 640 professores, estudantes, técnicos e servidores perseguidos pela ditadura militar.
Ao usar a tribuna, no Pequeno Expediente, da reunião ordinária realizada na manhã desta terça-feira (31), o vereador Eduardo Moura (Novo) lamentou que o projeto de Lei do Executivo (PLE) número 3/2026, que trata sobre a remuneração dos servidores e empregados públicos da Administração Direta e Indireta do Município, recebeu 49 emendas de sua autoria, mas que nenhuma foi aprovada. “É de estranhar que, das 433 emendas apresentadas por todos os vereadores, somente nove foram aprovadas. Inclusive nenhuma das minhas 49 foi aprovada”. Ele também afirmou que considera inconstitucional que o Poder Executivo tenha apresentado emendas, enquanto o projeto de lei estava tramitando. Duas emendas do Executivo foram aprovadas.