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Presidida pela vereadora Ana Lúcia (Republicanos), a Comissão de Educação, Cultura, Turismo e Esportes da Câmara do Recife promoveu uma reunião nesta terça-feira (31) para discutir os pareceres emitidos pelos relatores a 21 propostas que tramitam na Casa. Todos os projetos receberam votações favoráveis do grupo no encontro, que também contou com a participação do vereador Felipe Alecrim (Novo).

Com ampla manifestação de servidores nas galerias do plenário e inúmeros pronunciamentos de parlamentares, a Câmara Municipal do Recife discutiu, votou e aprovou o projeto de Lei do Executivo (PLE) número 3/2026, que trata da remuneração dos servidores e empregados públicos da Administração Direta e Indireta do Município, em duas reuniões – uma ordinária e outra extraordinária – nesta terça-feira (31). O texto aprovado segue para sanção do prefeito João Campos. Durante a votação os vereadores debateram a proposição, num processo em que os parlamentares da base do governo e da oposição, revezaram-se, para defenderem seus pontos de vista.

Durante a reunião plenária da Câmara do Recife desta terça-feira (31), o vereador Thiago Medina (PL) ocupou a tribuna e criticou a rejeição das emendas propostas ao projeto de lei do Executivo de nº 3/2026, que trata sobre a remuneração dos servidores e empregados públicos da Administração Direta e Indireta do Município. "Foram mais de 430 emendas para aumentar o salário de vocês [servidores que ocupavam nas galerias], mas todas as emendas de vereadores da oposição foram rejeitadas”, disse. Ele voltou à tribuna para tecer suas considerações sobre a proposição em outros momentos da plenária.

O vereador Júnior de Cleto (PSB) chamou a atenção, durante a reunião plenária da Câmara do Recife desta terça-feira (31), para os dados alarmantes de feminicídio em Pernambuco. "O Estado carrega, hoje, um título que envergonha qualquer gestor público: é o que registra mais mortes de mulheres no Brasil entre os estados monitorados, segundo dados oficiais da Rede de Observatório de Segurança". Em outro momento da reunião, o parlamentar lembrou que se aproxima o prazo de desincompatibilização eleitoral e o prefeito João Campos deve se afastar das suas funções de gestor.

Durante a reunião plenária da Câmara do Recife desta terça-feira (31), o vereador Agora É Rubem (PSB) se pronunciou sobre o projeto de lei do Executivo nº 3/2026 que dispõe sobre a remuneração dos servidores e empregados públicos da Administração Direta e Indireta do município. No discurso, feito antes de a matéria ir a votação, também nesta terça-feira, o parlamentar pediu mais diálogo com a categoria e a rejeição do projeto. “Senhores vereadores, eu faço um apelo, no dia de hoje, para que esse projeto de lei que veio para esta Casa, do Executivo, possa ser rejeitado e volte para o Executivo. O Executivo precisa escutar os servidores".

O dia 31 de março é historicamente marcado no Brasil pelo início do golpe militar de 1964, e a vereadora Liana Cirne (PT) deu ênfase à data, na reunião plenária da Câmara do Recife, realizada nesta terça-feira (31). “Hoje é dia de dizer a verdade. Há 62 anos, o Brasil não viveu uma revolução. O Brasil sofreu um golpe empresarial militar com apoio das elites e militares para esmagar o povo brasileiro", disse. Liana Cirne ressaltou que é preciso relembrar que "o golpe que arrancou João Goulart da presidência e, também, Miguel Arraes do governo de Pernambuco, iniciou uma perseguição às lideranças populares, destruindo espaços de liberdade. Inclusive, no ambiente universitário". Segundo ela, só na Universidade Federal de Pernambuco foram mais de 640 professores, estudantes, técnicos e servidores perseguidos pela ditadura militar.

Ao usar a tribuna, no Pequeno Expediente, da reunião ordinária realizada na manhã desta terça-feira (31), o vereador Eduardo Moura (Novo) lamentou que o projeto de Lei do Executivo (PLE) número 3/2026, que trata sobre a remuneração dos servidores e empregados públicos da Administração Direta e Indireta do Município, recebeu 49 emendas de sua autoria, mas que nenhuma foi aprovada. “É de estranhar que, das 433 emendas apresentadas por todos os vereadores, somente nove foram aprovadas. Inclusive nenhuma das minhas 49 foi aprovada”. Ele também afirmou que considera inconstitucional que o Poder Executivo tenha apresentado emendas, enquanto o projeto de lei estava tramitando. Duas emendas do Executivo foram aprovadas.

O projeto de lei do Executivo nº 3/2026, que dispõe sobre a remuneração dos servidores e empregados públicos da Administração Direta e Indireta do município, foi o principal tema em discussão durante a reunião plenária da Câmara do Recife desta terça-feira (31). Antes da matéria ir a votação, a vereadora Kari Santos (PT) subiu a tribuna no plenário para tratar do assunto – mais precisamente, das emendas que apresentou à proposta. Às galerias lotadas, ela deu detalhes das oito modificações que propôs, dentre as quais estavam aumentos de gratificações e a formação de comissões específicas para debater melhorias. “Algumas negociações não caminharam. Por isso que a gente apresentou emendas para que a gente consiga trazer a valorização dos servidores públicos”, disse.

As comissões de Legislação e Justiça e de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal do Recife promoveram reuniões, em caráter extraordinário, na tarde desta segunda-feira (30). Os colegiados analisaram e votaram favoravelmente ao parecer pela aprovação ao projeto de lei do Executivo (PLE) nº 3/2026, que dispõe sobre a remuneração dos servidores e empregados públicos da Administração Direta e Indireta do Município e dá outras providências. Os vereadores apresentaram 433 emendas ao PLE, destas, nove foram aprovadas, além de duas emendas apresentadas pelo Poder Executivo.

Nesta segunda-feira (30), o vereador Eduardo Moura (Novo) ressaltou que é o dia do seu aniversário e aproveitou para fazer uma reflexão sobre a sua trajetória política, função pública que abraçou no último ano, após 25 anos como jornalista. Durante pronunciamento na reunião plenária da Câmara Municipal do Recife, o parlamentar salientou a importância do Legislativo. “Preciso registrar a satisfação que eu tenho de estar nesta Casa, de no âmbito pessoal conviver com os meus colegas. A gente tem missões para cumprir, ideologias para atender mas, no frigir dos ovos, a gente tem que servir ao nosso patrão real, que é o povo”.