Aline Mariano diz que realização da Marcha para Maconha não é de responsabilidade da Câmara do Recife

A vereadora Aline Mariano (PP) dirigiu-se à tribuna durante reunião plenária na Casa de José Mariano, nesta segunda-feira (22), para ressaltar o seu posicionamento sobre o requerimento número 6248/2023, de autoria do vereador Fred Ferreira (PSC) concedendo voto de repúdio à Marcha da Maconha do Recife. “Em tempos de fake news, é importante esclarecer ao povo do Recife o que a gente está votando. Estamos votando em algo que deveria ser questionado ao Ministério Público que liberou a Marcha da Maconha”. A matéria foi aprovada com 17 votos sim, seis votos não e uma abstenção.

“A manifestação é algo democrático. Você tem direito de se manifestar sobre qualquer coisa e nós não estamos discutindo aqui quem é contra ou a favor da legalidade da maconha porque não existe no nosso país a liberação nem para o uso recreativo. Existem as drogas ilícitas e a maconha, no Brasil, é considerada uma droga ilícita. Então, já é proibido para uso recreativo. Estamos discutindo hoje é se nós somos contra ou a favor de uma Marcha. E quem decide se essa marcha pode existir - concordemos ou não com o tema - é o Ministério Público”.

Aline Mariano também fez questão de enaltecer que a Casa de José Mariano não possui prerrogativas para impedimento da manifestação. “A Casa não tem poder para proibir a manifestação e infelizmente todas as vezes, e eu já disse isso ao autor do requerimento, [é preciso explicar] quando as pautas confundem a população, Eu não vou deixar que fake news atinjam pessoas que nós representamos e que não vão entender o nosso posicionamento”.

No aparte, Elaine Pretas Juntas (PSOL) ressaltou que é mãe de uma criança atípica e que vem participando da Marcha da Maconha, desde o ano de 2015, para fortalecer os direitos dos usuários de canabidiol. “As pessoas que fazem uso de medicamentos alopáticos [sabem que estes]  possuem mais efeitos colaterais. Muitas famílias que ocupam a Marcha da Maconha reivindicam o seu direito ao auto cultivo porque a gente sabe que são valores absurdos [dos medicamentos]", lamentou a parlamentar. "Nem toda família tem condições de pagar e quando elas lutam por esse direito, ao cultivo, elas lutam para essa liberdade para que possam plantar, cultivar e daí extrair a medicação que vem da maconha. Então não tem como a gente estar demonizando uma planta. Sabemos, também, que essa guerra que a gente tem às drogas só mata os pobres, pretos e periféricos das nossas favelas. Então, é inadmissível um voto de repúdio proibindo um ato por direitos”.

Clique aqui e assista a matéria do TV Câmara do Recife.

Em 26.06.2023